quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O cerco da Polícia Federal nunca esteve tão apertado — e, desta vez, não tem desculpa que segure.

O cerco da Polícia Federal nunca esteve tão apertado — e, desta vez, não tem desculpa que segure.

O que deveria ser apenas mais uma busca de rotina na casa de Josemar virou o estopas que faltava para o indiciamento do Deputado Segundo. Fontes da cúpula da investigação confirmam: o material apreendido é uma verdadeira caixa de Pandora. Não é só “indício”. É prova empilhada, documento sobre documento, que pode colocar o parlamentar atrás das grades a qualquer momento.

O que a PF desvendou é revoltante. Uma rede criminosa sofisticada de empresas de fachada montada para vomitar toneladas de notas frias e lavar dinheiro desviado dos cofres públicos. O detalhe que deveria envergonhar qualquer pessoa de bem: o próprio pai do Deputado Segundo aparece como peça-chave na movimentação dos milhões. Não se trata de “suspeita vaga”. É um esquema familiar estruturado, frio e calculado para sangrar o dinheiro do povo enquanto o filho finge defender o cidadão no plenário.

E não venham com o papo de “erro isolado”. O passado desse sujeito já o condena. Segundo já foi algemado e conduzido pela Polícia Civil em operação anterior. Não aprendeu nada. Continuou. Agora a máscara caiu de vez. Corrupção passiva e lavagem de dinheiro não são mais “acusações políticas”. Estão documentadas, rastreadas e escancaradas.

Mas a vilania não para no desvio de verba pública. Enquanto enriqueceria com o esquema, o mesmo deputado mostra no Congresso a verdadeira face. Quem votou contra a redução do preço dos combustíveis? Ele mesmo. Dono de rede de postos de gasolina, preferiu proteger o próprio lucro a aliviar o bolso de milhões de famílias brasileiras. Enquanto o trabalhador paga absurdo no posto, o dinheiro que deveria ser público sustenta o padrão de vida de luxo de quem deveria representá-lo.

É isso. Um parlamentar que, segundo as investigações, transforma mandato em negócio de família, usa o poder para enriquecer e ainda tem a cara de pau de votar contra o interesse do povo. Se a Justiça não agir com a rigorosidade que o caso exige, a mensagem será clara: no Brasil, ainda vale a pena roubar o Estado.

Assista ao vídeo na integra:


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Convenções partidárias vão até esta quarta-feira; entenda os próximos passos

Partidos precisam registrar candidaturas na justiça eleitoral, que devem validar a elegibilidade da chapa. Propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto.




As convenções partidárias, encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições de 2026, terminam nesta quarta-feira (5). A partir de agora, o processo eleitoral entra em uma nova fase, cada vez mais próxima da reta final: o registro das candidaturas, seguido do início da campanha eleitoral.

Entre os presidenciáveis mais bem posicionados nas últimas pesquisas, as convenções partidárias oficializaram as candidaturas de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Saiba quais são os 11 nomes oficializados até agora.

Além do presidente e do vice-presidente, os eleitores vão escolher 27 governadores e 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (o equivalente a dois terços do Senado), 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

O primeiro turno será no dia 4 de outubro. Se houver, o segundo turno para cargos majoritários, como presidente e governador, ocorrerá em 25 de outubro.

Registro de candidaturas

Mesmo com a aprovação dentro do partido, a oficialização das candidaturas não chegou ao fim. As siglas têm até as 19h do dia 15 de agosto para registrar os nomes das chapas na Justiça Eleitoral.

A inscrição vale também para federações (união entre dois ou mais partidos como uma única legenda durante pelo menos 4 anos) e coligações (alianças locais e temporárias para o período da campanha e os cargos de prefeito, governador, senador e presidente).

O processo de pedir um registro de candidatura acontece digitalmente. As candidaturas à Presidência devem ser registradas no TSE, enquanto os demais cargos devem ser registrados nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Em seguida, cada tribunal faz uma análise das candidaturas. As cortes verificam a documentação apresentada, as condições de elegibilidade e os requisitos legais de cada nome. É neste momento que a Justiça Eleitoral analisa aspectos como idade, nacionalidade e filiação partidária.

Propaganda eleitoral

A campanha começa, oficialmente, em 16 de agosto, um dia após o término do prazo para o registro oficial. A partir dessa data, a propaganda eleitoral fica liberada nas ruas e na internet. As peças podem apresentar propostas, mensagens, realizações e trajetórias dos candidatos.

Pedidos de voto feitos antes disso são considerados propaganda irregular e podem gerar multas.

Já a propaganda eleitoral no rádio e na TV começa em 28 de agosto, 35 dias antes da antevéspera da eleição. Vai até o dia 1º de outubro.

A distribuição de tempo para cada partido é calculada pelo TSE. A corte divulgou os dados que embasaram o cálculo na terça-feira (4), mas o mapa de mídia final depende do estabelecimento de coligações entre partidos.

O prazo para o estabelecimento das alianças entre legendas, por sua vez, acaba nesta quarta-feira, já que elas devem ser definidas durante o período de convenções partidárias.

Até 1º de outubro, é permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. Candidatos também podem fazer comícios até essa data.

A campanha na rua é permitida até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. As campanhas e partidos podem distribuir adesivos e panfletos, realizar passeatas e carreatas.

Vale lembrar que, 72 horas antes do primeiro turno, as campanhas ficam proibidas de distribuir novos conteúdos gerados por inteligência artificial em sites e redes sociais.

O veto vai até 24 horas após a votação. Essa regra é uma das novidades aprovadas pelo TSE para este ano. Em caso de descumprimento, o texto prevê a remoção imediata do conteúdo ou indisponibilidade do serviço, por iniciativa do provedor de rede social.

Dias de votação

O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Os eleitores definirão o presidente, governadores, senadores e deputados.

Os cargos majoritários (presidente e governador nas eleições deste ano) estão sujeitos a segundo turno no dia 25 de outubro. Isso acontece por causa da necessidade de maioria absoluta (alcance de mais da metade dos votos válidos). O segundo dia de votação acontece em todas as cidades do país.

Diplomações

A diplomação dos candidatos eleitos ocorre até 19 de dezembro nos tribunais regionais eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral. O ato encerra oficialmente o processo eleitoral e confirma os eleitos.

Posse

O presidente eleito tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores tomarão posse no dia seguinte, em 6 de janeiro. A posse dos senadores e deputados será no dia 1º de fevereiro de 2027.

domingo, 2 de agosto de 2026

PAULO CURIÓ PODE VOLTAR PARA A CADEIA A QUALQUER MOMENTO

Ele está sob tornozeleira eletrônica.
Está proibido de fazer política.
Está afastado do cargo e impedido de pisar em órgãos públicos de Turilândia.

E mesmo assim, Paulo Curió continua agindo como se a Justiça não existisse.

Enquanto a cidade ainda carrega o peso de um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões apontado pelo Ministério Público, o homem que a Justiça apontou como líder dessa organização criminosa segue ameaçando apoiadores, movimentando base política e desafiando abertamente as medidas cautelares que o mantêm em liberdade. 

E o mais grave: as autoridades já sabem.

Polícia, Ministério Público e Tribunal de Justiça têm conhecimento de que ele está descumprindo as restrições impostas quando sua prisão preventiva foi revogada. Cada ameaça, cada articulação política e cada gesto de desrespeito às cautelares é mais um motivo concreto para que a Justiça reavalie a situação — e mande Curió de volta para trás das grades a qualquer momento. 

Turilândia não pode continuar refém de quem a própria Justiça já restringiu. Não pode continuar assistindo passivamente alguém que deveria estar apenas cumprindo medidas cautelares agir como se ainda estivesse no poder. 

A lei ou vale para todos, ou não vale para ninguém.
E neste caso, o descumprimento já está sendo observado.

Agora, só falta a Justiça agir com o rigor que a situação exige.
Porque se as cautelares não forem respeitadas, a prisão preventiva não é apenas uma possibilidade.

É uma consequência lógica — e urgente.

sábado, 1 de agosto de 2026

Lula e Renan Santos realizam convenções partidárias neste final de semana; entenda como vai funcionar


Presidente será confirmado como candidato à reeleição no domingo (2), em São Paulo, enquanto empresário fará evento no sábado (1º) após encontro online já ter antecipado seu nome ao Planalto.

O presidente Lula (PT) e o empresário Renan Santos (Missão) participam de convenções partidárias neste fim de semana para oficializar seus nomes na corrida presidencial nas eleições de 2026. Lula participa de evento do PT na manhã de domingo (2) em São Paulo, enquanto Renan também fará evento na capital paulista, mas no sábado (1º).

O petista terá confirmada sua candidatura à reeleição, novamente ao lado do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Até o momento, é a única chapa presidencial oficialmente formada por uma aliança entre partidos.

Lula tentará o quarto mandato como presidente: eleito pela primeira vez em 2002, o petista foi reeleito em 2006 e venceu novamente uma eleição presidencial em 2022, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).




Renan Santos terá pela frente sua primeira eleição presidencial, na qual estreia junto do partido Missão -- outro novato nas urnas. O empresário teve o nome confirmado como postulante à presidência no dia 20 de julho em evento online.

A decisão de antecipar a convenção ocorreu por razões de segurança, para garantir apoio da Polícia Federal durante a campanha, garantido a todos os candidatos.

Outros presidenciáveis já realizaram ou vão fazer as suas convenções:

· Flávio Bolsonaro (25/7);

· Ronaldo Caiado (26/7);

· Samara Martins (26/7);

· Romeu Zema (27/7);

· Leonardo Avalanche (28/7);

· Hertz Dias (31/7);

· Rui Costa Pimenta (1º/8);

· Edmilson Costa (1º/8).

Convenções partidárias

As convenções partidárias estão liberadas desde 20 de julho e devem ocorrer até 5 de agosto. Depois, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

É responsabilidade de cada partido escolher data e formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.

Além disso, as convenções ocorrem em três níveis: nacional, estadual e municipal. Também é nesse momento que as siglas definem os números que os candidatos vão usar na urna.

A partir daí, as campanhas começam a ganhar forma, explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do escritório Barcelos Alarcon Advogados. "O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá necessariamente ter sido escolhido em convenção."

Na prática, depois da convenção, os pré-candidatos passam a ser considerados candidatos. Para este ano, os partidos precisam definir quem vai disputar os cargos de:

· presidente;

· governador;

· senador (duas vagas em disputa por estado);

· deputado federal;

· deputado estadual e distrital (no caso do DF).

Regras para as convenções

O Tribunal Superior Eleitoral estabelece algumas regras para o funcionamento das convenções, como:

· ata: é obrigatório elaborar um documento citando os nomes e cargos pretendidos de cada um dos escolhidos. O arquivo deve ser enviado para a Justiça Eleitoral até o dia seguinte à convenção e publicado no site do TSE;

· lista de presença: compilado com todos os participantes da convenção. Assim como a ata, deve ser publicada na página de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas Eleitorais (DivulgaCandContas) do TSE;

· regularidade jurídica: no dia da convenção, o partido deve possuir órgão de direção constituído e anotado no seu tribunal regional eleitoral. Já as federações devem contar com pelo menos um partido político que atenda ao requisito;

· prédios públicos: as convenções podem ser feitas em prédios públicos gratuitamente, desde que comuniquem o responsável pelo local com antecedência mínima de uma semana, e se responsabilizando por eventuais danos causados.

domingo, 19 de julho de 2026

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no Sudeste, mas enfrenta desgaste no Nordeste, aponta pesquisa

Pesquisas nos últimos meses podem indicar movimentos que, embora sutis, parecem apontar para um reequilíbrio incomum de forças nas regiões


As mais recentes pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 mostram um cenário de mudanças no mapa eleitoral brasileiro. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na região Sudeste, ele também enfrenta sinais de desgaste no Nordeste, tradicionalmente considerado seu principal reduto eleitoral.

A movimentação chama a atenção de analistas políticos porque revela uma reorganização das preferências do eleitorado em duas das regiões mais decisivas do país. O Sudeste concentra a maior parcela de eleitores brasileiros, enquanto o Nordeste foi fundamental para as vitórias de Lula nas eleições anteriores.

Avanço no Sudeste

De acordo com os levantamentos mais recentes, Lula passou a registrar desempenho superior ao de Flávio Bolsonaro no Sudeste, ampliando a diferença observada em pesquisas anteriores. A região, que reúne estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, possui o maior peso eleitoral do Brasil e costuma ser determinante para o resultado das eleições presidenciais.

Especialistas apontam que fatores econômicos, programas sociais, avaliação do governo e o cenário político nacional podem influenciar essa mudança nas intenções de voto. O crescimento do presidente no Sudeste é visto como um ponto estratégico para consolidar sua competitividade na disputa.

Nordeste continua favorável, mas com perda de força

Apesar da liderança confortável no Nordeste, as pesquisas indicam uma redução da vantagem de Lula em comparação com levantamentos anteriores. A região permanece como sua principal base eleitoral, porém os números sugerem um desgaste gradual.

Entre os fatores que podem contribuir para essa mudança estão o aumento das cobranças sobre o governo, questões relacionadas ao custo de vida, emprego, segurança pública e expectativas econômicas da população.

Ainda assim, os levantamentos mostram que Lula segue liderando a disputa no Nordeste com margem significativa sobre seus adversários.

O peso regional na eleição

O comportamento do eleitorado nas diferentes regiões continua sendo um dos principais indicadores da corrida presidencial.

O Sudeste representa cerca de 42% do eleitorado brasileiro, tornando-se a região mais importante em número de votos. Já o Nordeste responde por aproximadamente 27% dos eleitores e historicamente apresenta forte identificação com Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT).

Mudanças nesses dois cenários podem alterar significativamente a dinâmica da campanha eleitoral.

Pesquisas retratam o momento

É importante destacar que pesquisas eleitorais representam apenas um retrato do momento em que são realizadas. As intenções de voto podem mudar ao longo da campanha em razão de debates, propaganda eleitoral, desempenho da economia, acontecimentos políticos e decisões dos partidos.

Com vários meses até a definição do pleito, o cenário permanece aberto e sujeito a alterações.

Cenário segue em evolução

Os próximos levantamentos deverão indicar se o crescimento de Lula no Sudeste se consolidará e se o desgaste observado no Nordeste será passageiro ou continuará influenciando a corrida presidencial.

À medida que a campanha avança e novos dados são divulgados, a disputa tende a ficar mais acirrada, especialmente nas regiões consideradas decisivas para a definição do próximo presidente da República.




quinta-feira, 2 de julho de 2026

BOMBA: A casa caiu? Operação da PF na mansão de Josemar vira pesadelo para o Deputado Segundo



O cerco da Polícia Federal nunca esteve tão apertado.

O que era para ser apenas uma busca de rotina na residência de Josemar tornou-se o passaporte para o indiciamento do Deputado Segundo.

Fontes exclusivas da cúpula da investigação revelam que o material apreendido é uma verdadeira "caixa de Pandora" que pode levar o parlamentar à prisão a qualquer momento. Esquema Familiar e Lavagem de Dinheiro A PF descobriu uma rede criminosa sofisticada de empresas de fachada usadas para emitir toneladas de notas frias.

O detalhe que choca a opinião pública: o próprio pai do Deputado Segundo seria peça-chave na movimentação dos milhões desviados. Não se trata de uma simples suspeita, mas de um esquema estruturado para sangrar os cofres públicos enquanto o deputado finge trabalhar para o povo.

O "Velho Conhecido" da Polícia Para quem acha que é um erro isolado, o passado condena. Segundo não é novato no banco dos réus; ele já foi algemado e conduzido pela Polícia Civil em uma operação anterior que, infelizmente, não serviu para pará-lo. Agora, os federais garantem: a máscara caiu de vez. Os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro estão documentados e escancarados.

O Golpe no Bolso do Cidadão, mas a vilania não para por aí. Enquanto enriquece através de esquemas escusos, o deputado também mostra sua verdadeira face no plenário. 

Você lembra quem votou contra a redução do preço dos combustíveis? Sim, o próprio Segundo. Dono de uma rede de postos de gasolina, o parlamentar ignorou o sofrimento das famílias brasileiras para proteger o seu próprio lucro. Enquanto você paga caro no posto, o dinheiro que deveria ser do povo estaria sendo usado para sustentar o padrão de vida de luxo do deputado.

A pergunta que não quer calar: quanto tempo falta para o martelo da Justiça bater definitivamente? Acompanharemos cada passo desse desfecho.


sábado, 27 de junho de 2026

Nova operação da PF e condenação no STF ampliam desgaste político de Josimar Maranhãozinho às vésperas das eleições



Deputado maranhense volta ao centro de investigações sobre desvio de emendas parlamentares e enfrenta cenário político mais delicado após condenação por corrupção passiva.

A poucos meses do início da corrida eleitoral de 2026, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) enfrenta um dos momentos mais delicados de sua trajetória política. A deflagração da Operação Afluente, da Polícia Federal, somada à condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março deste ano, amplia o desgaste da imagem do parlamentar e pode influenciar a reorganização do cenário político no Maranhão.

Na última quinta-feira (25), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Josimar Maranhãozinho e outros investigados no âmbito da Operação Afluente. A investigação apura suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo verbas oriundas de emendas parlamentares. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF, e atingiram endereços no Maranhão, Goiás e Distrito Federal.

Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações sobre contratos firmados com recursos provenientes do chamado "orçamento secreto", mecanismo amplamente utilizado entre 2020 e 2022 para distribuição de emendas parlamentares. A operação representa uma nova frente investigativa e trata de fatos distintos daqueles que já resultaram na condenação do parlamentar.

Condenação agravou cenário

O desgaste político já havia aumentado em março deste ano, quando a Primeira Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho pelo crime de corrupção passiva em um processo relacionado à cobrança de vantagens indevidas para liberação de emendas parlamentares. Outros envolvidos também foram condenados na mesma ação.

Embora a nova operação não represente uma nova condenação, ela reforça a permanência do parlamentar no centro de investigações sobre o uso de recursos públicos, ampliando a pressão política justamente em um período de articulações para as eleições de 2026.

Reflexos eleitorais

Josimar Maranhãozinho construiu uma das maiores bases eleitorais do interior do Maranhão, mantendo forte influência sobre prefeitos, vereadores e lideranças municipais. No entanto, especialistas avaliam que a sequência de investigações pode dificultar novas alianças políticas, fortalecer o discurso de adversários e aumentar o desgaste junto ao eleitorado mais moderado.

Apesar disso, o parlamentar ainda preserva uma estrutura política consolidada em diversas regiões do estado, fator que pode reduzir os impactos eleitorais imediatos. Em eleições anteriores, lideranças regionais investigadas conseguiram manter apoio significativo graças à força de suas bases municipais e redes de aliados.

Defesa

Até o momento das primeiras divulgações da operação, a defesa de Josimar Maranhãozinho ainda não havia apresentado manifestação pública sobre as novas buscas. Em ocasiões anteriores, o deputado negou qualquer irregularidade e afirmou confiar na Justiça para esclarecer os fatos.

Cenário ainda depende da Justiça

Especialistas lembram que a Operação Afluente corresponde à fase de investigação criminal. Isso significa que os fatos ainda serão analisados judicialmente, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Assim, embora o impacto político seja evidente, os desdobramentos jurídicos ainda dependerão da conclusão das investigações e de eventuais denúncias ou julgamentos futuros

O cerco da Polícia Federal nunca esteve tão apertado — e, desta vez, não tem desculpa que segure.

O cerco da Polícia Federal nunca esteve tão apertado — e, desta vez, não tem desculpa que segure. O que deveria ser apenas mais uma busca de...